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Processo Apito Dourado
Criado terça-feira, 20 de Abril de 2004
Última actualização terça-feira, 13 de Novembro de 2007
 
Corrupção no futebol português
Por Lusa
13.11.2007
O início do julgamento do processo principal do caso Apito Dourado foi marcado para 11 de Fevereiro de 2008, no Tribunal de Gondomar, envolvendo 24 arguidos.
 
 
Caso envolve 24 arguidos
Por Lusa
31.10.2007
A Relação do Porto rejeitou hoje o pedido do juiz Carneiro da Silva para ser dispensado de presidir ao colectivo que julgará Valentim Loureiro e outros 23 arguidos no processo Apito Dourado de Gondomar, disse fonte judicial.
 
 
Magistrada reúne-se com procurador-geral da República
24.07.2007
A magistrada Maria José Morgado afirmou hoje que o trabalho da equipa coordenadora dos processos do Apito Dourado está "praticamente concluído" e que amanhã será "publicado um memorando com a informação" final sobre este caso de corrupção desportiva no futebol português.
 
 
Presidente do FC Porto diz confiar na justiça
Por Lusa
23.06.2007
O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, disse hoje estar de "peito aberto e consciência tranquila" relativamente às acusações de que é alvo no processo Apito Dourado, manifestando-se confiante na justiça.
 
 
Terceira acusação no âmbito do Apito Dourado
Por Lusa
22.06.2007
O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, foi hoje acusado de corrupção desportiva activa, pela terceira vez, no âmbito do processo Apito Dourado, estando agora em causa o jogo Nacional-Benfica da época 2003/4.
 
 
Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol
Por Lusa
22.06.2007
O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), António Sérgio, manifestou-se hoje convicto de que "a larguíssima maioria dos árbitros alegadamente envolvidos" no processo Apito Dourado "será absolvida".
 
 
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AUXILIAR
Valentim, Santana e bom senso
1. Marcelo Rebelo de Sousa tem razão: Valentim Loureiro deve suspender o seu mandato como presidente da câmara de Gondomar.
O que diz a lei
Tráfico de influência:

Art.º 335 Código Penal (CP)

Comete o crime quem abusar da sua influência junto de uma entidade pública para tentar obter uma decisão a troco de uma vantagem (patrimonial, não patrimonial ou promessa). O tráfico de influência mantém-se quando é utilizada uma interposta pessoa e a vantagem é para terceiro. Punido com pena que vai de multa a 5 anos de prisão.
Nem tudo o que apita é de ouro
Não é preciso ser um génio da astrologia, nem recorrer à bola de cristal, para adivinhar que até ao Euro o país vai viver sob o signo do "apito dourado". Depois, depende. Se ganharmos, tudo esquece-se. Mas, se não tivermos a desejada vitória, então apenas se confirma, no terreno dos resultados internacionais do futebol, a degradação a que o país chegou. De qualquer modo, o caso da Casa Pia fica em banho-maria (apesar da misteriosa demissão de Proença de Carvalho), porque se sobrepõem o major Valentim Loureiro, os árbitros corrompidos e outros que terão sido os corruptores. Aquilo que foi definido como "o sistema" começa a dar sinais de existência e todos nós suspeitamos que ficámos apenas na ponta do "iceberg".
O apito entalado
A "Operação Apito Dourado" da PJ e do Ministério Público vai saldar-se por mais um momento de ridículo e descrédito da justiça portuguesa. A menos que as buscas completas aos arquivos da Federação e da Liga de Clubes permitam obter elementos para chegar onde verdadeiramente interessa, esta "mega-operação", como gosta de dizer a PJ, que terá envolvido 150 agentes e um ano de investigações (!), está condenada a tornar-se mais um inútil e arrastado folhetim mediático-justiceiro para encher noticiários e enganar papalvos.
Procurador com currículo e uma juíza em início de carreira
O caso mais quente do futebol nacional está agora nas mãos de um procurador adjunto do Ministério Público, Carlos Teixeira, e de uma juíza de instrução do Tribunal de Gondomar, Ana Cláudia Nogueira.
O caso hora a hora
DIA 21

8h30

De um quarto piso com vista sobre o tribunal, Maria Carolina Silva clama alto e bom som a inocência do major Valentim Loureiro. Ao abanar uma bandeira laranja das autárquicas de 2001 a moradora do Bairro do Monte Castro insiste na tese. "Isto é uma injustiça. Deste muito aos pobres", grita a cinquentona. Os populares começam a concentrar-se junto ao tribunal.
Acabou-se um mundo à parte?
Durante longos anos teve-se em Portugal a sensação que existiam dois mundos distintos. Num moviam-se os cidadãos normais; o outro era o mundo do futebol. Neste último acumulavam-se as suspeitas, as acusações, as insinuações, as denúncias concretas ou gerais, mas nada parecia acontecer aos principais protagonistas.
A PJ do Porto
A investigação lançada pela Directoria do Porto da Polícia Judiciária sobre factos relacionados com a viciação de resultados desportivos e que varreu alguns dos principais orgãos de cúpula do futebol português tem, à partida, alguns méritos inegáveis mas que, infelizmente, não são a regra no mundo judiciário nacional.
Os nomes e os cargos
Nome: Valentim dos Santos Loureiro