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Eleições EUA 2004
Criado quinta-feira, 8 de Janeiro de 2004
Última actualização sexta-feira, 5 de Novembro de 2004
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
05.11.2004
Nos meios políticos americanos, procuram-se razões para explicar porque ganhou George W. Bush as presidenciais. A explicação mais "na moda": foram os "valores". Várias sondagens à boca das urnas mostram que o factor apontado por mais eleitores como decisivo na sua escolha foi "valores morais".
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
05.11.2004
Em 1994, o Partido Republicano assumiu o controlo do Congresso e prometeu uma "revolução" conservadora. Mas havia um obstáculo de vulto: o Presidente Bill Clinton.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
05.11.2004
No seu primeiro discurso pós-eleitoral, George W. Bush sublinhou o compromisso da sua futura administração na "construção de uma democracia no Iraque", mas sem indicar uma mudança de rumo na condução da presença americana no território - e para Martin Indyk, director do Saban Center for Middle East Policy, ele poderá estar a caminhar para a catástrofe se não retirar as "vendas ideológicas e políticas" que o fazem encarar a situação no Iraque com optimismo.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
05.11.2004
Se John Kerry tivesse conduzido a sua campanha melhor, ou se o Partido Democrata tivesse escolhido outro candidato, teria sido possível derrotar George W. Bush? Provavelmente não.
 
 
Eleições presidenciais nos EUA
Por Pedro Ribeiro
04.11.2004
Há quatro anos, Bush conquistou a presidência dos Estados Unidos com um défice de legitimidade. Teve menos votos que Al Gore; o triunfo foi-lhe atribuído, após 36 dias conturbados, por uma controversa decisão do Supremo Tribunal. Na terça-feira, Bush ganhou sem margem para dúvidas.
 
 
Presidente reafirma política externa seguida pelos EUA nos últimos quatro anos
Por PUBLICO.PT
04.11.2004
O Presidente norte-americano, George W. Bush, definiu a luta contra o terrorismo como a grande prioridade para o seu segundo mandato, exortando a comunidade internacional a unir-se nesta causa apesar dos recentes diferendos, mas reafirmou o essencial da linha política seguida nos últimos quatro anos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
04.11.2004
Já passava das cinco da manhã quando Christine Wilson definitivamente cedeu ao cansaço e se dispôs a abandonar o Ronald Reagan Trade Center, onde a campanha de George W. Bush montou o seu quartel-general para a noite eleitoral.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
04.11.2004
Um homem coberto de autocolantes Kerry-Edwards cambaleia pela noite chuvosa de Boston. "Não quero falar consigo", diz ele, e não se percebe se está furioso, desolado, ou uma combinação das duas coisas. "Trabalhei nove meses, e isto... Isto..."
 
 
Eleições nos EUA
Por Sofia Lorena
04.11.2004
Os republicanos mantiveram as maiorias que detinham nas duas Câmaras do Congresso americano, com a noite de desalento democrata a culminar na derrota no Dakota do Sul de Tom Daschle, que assim se tornou no primeiro líder do Senado derrotado em meio século. Senado e Câmara dos Representantes estão ainda mais nas mãos do partido de George W. Bush, com 55 dos 100 lugares no Senado e 14 lugares acima da maioria de 217 na Câmara baixa.
 
 
Eleições nos EUA
Por João Carlos Silva
04.11.2004
Não se riram dele, mas muitos comentadores americanos confessaram, e escreveram isso, ter esboçado um sorriso interior quando há seis dias ouviram o principal estratego dos republicanos, Karl Rove, afirmar no fim de um comício de George W. Bush: "Para nós, quanto maior for a afluência às urnas, melhor".
 
 
Eleições nos EUA
Por Jorge Almeida Fernandes
04.11.2004
George W. Bush ganhou as presidenciais no Ohio, que foi nesta campanha o mais desejado dos "swing states", aqueles cuja flutuação determina o resultado final em eleições equilibradas. John Kerry visitou-o 32 duas vezes e Bush 22. As sondagens davam um empate. A afluência eleitoral foi muito alta, 73 por cento, e houve assembleias em que as pessoas esperaram oito horas.
 
 
Eleições nos EUA
04.11.2004
Ralph Nader terminou estas presidenciais com uma pequeníssima parte dos votos que conquistara em 2000, mas mesmo assim garantiu que irá continuar a sua campanha contra o domínio corporativo da política americana. Se em 2000, Nader conseguiu quase 2,9 milhões de votos, nestas presidenciais, o candidato independente ficou-se pelos 394 mil.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
04.11.2004
No mapa eleitoral dos EUA, a divisão entre os "azuis" (democratas) e os "vermelhos" (republicanos) é mais clara que nunca.
 
 
Primeiro discurso depois de reeleição
Por AFP, AP
03.11.2004
O Presidente norte-americano George W. Bush qualificou hoje como “histórica” a sua vitória e lançou um apelo à unidade dos americanos, naquele que foi o primeiro discurso depois da sua reeleição, proferido em Washington.
 
 
Candidato democrata admite derrota nas presidenciais
Por PUBLICO.PT
03.11.2004
John Kerry fez esta noite o primeiro discurso pós-derrota nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, deixando um largo agradecimento a todos os que estiveram envolvidos na sua corrida à Casa Branca e uma mensagem de esperança de que se inicie agora um “processo de reconciliação”, após uma campanha eleitoral amarga.
 
 
Israel felicita reeleição
Por AFP
03.11.2004
Israel já felicitou a reeleição do Presidente norte-americano George W. Bush, enquanto vários outros responsáveis árabes expressaram a esperança de que este novo mandato dê à Casa Branca a oportunidade de trabalhar em favor de uma "paz justa" para toda a região, especialmente para o Médio Oriente.
 
 
Primeiro-ministro defende que mundo deve trabalhar com Bush para a paz no Médio Oriente
Por AFP, Reuters
03.11.2004
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou hoje que a reeleição de George W. Bush como Presidente dos Estados Unidos chega "num momento crítico para o mundo", defendendo que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto com Washington para que a paz no Médio Oriente seja alcançada.
 
 
Candidato democrata telefonou ao adversário republicano há minutos
Por Joana Amaral Cardoso
03.11.2004
O senador John Kerry, candidato democrata à Casa Branca nas eleições presidenciais de ontem, já telefonou ao Presidente norte-americano para reconhecer a sua derrota no escrutínio. George W. Bush falará ao país em breve para se congratular pela vitória. O republicano começa em Janeiro um novo mandato em Washington.
 
 
Eleições presidenciais americanas
Por PUBLICO.PT
03.11.2004
Andy Card, chefe de gabinete de George W. Bush na Casa Branca, afirmou hoje que a vitória do candidato republicano no Ohio é "estatisticamente inultrapassável", o que significa que o actual presidente deve renovar o seu mandato por mais quatro anos, já que uma vitória neste estado garantirá a eleição do próximo presidente dos EUA.
 
 
Presidente reeleito para um segundo mandato na Casa Branca
Por AFP
03.11.2004
George W. Bush deverá privilegiar a continuidade da maioria dos elementos da sua equipa na Casa Branca, apesar de se prever que aproveite a sua reeleição para a Presidência dos EUA para proceder a algumas alterações.
 
 
Comentário
03.11.2004
Algumas notas sobre a noite eleitoral.
 
 
Calma e paciência nos locais de voto
Por Joana Amaral Cardoso
02.11.2004
Nova Iorque vive hoje um dia eleitoral calmo, sem grandes problemas nos locais de voto em Manhattan. Mais de quatro milhões de eleitores constam dos cadernos deste ano, engrossados por 400 mil novos registos, mas as filas são poucas e o tempo de espera ronda, nos casos onde há maior afluência, no máximo os 40 minutos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
02.11.2004
George W. Bush ou John Kerry? Os americanos escolhem hoje o seu próximo Presidente e as sondagens continuam sem dar a mínima pista firme sobre o desfecho. Na definição do "papa" das sondagens John Zogby é uma "eleição apocalipse": se o outro ganhar, será o fim do mundo. Depois de uma campanha longa e polarizada, centrada no Iraque e no terrorismo, o factor crucial para hoje é a mobilização que cada candidato consiga fazer dos seus fiéis nos "estados decisivos". O resultado? Só amanhã - ou mais tarde ainda.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
02.11.2004
Em 2000 foram precisos 36 dias para saber quem tinha ganho as presidenciais americanas. Este ano, também é plausível que não se saiba de imediato quem ganhou.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
02.11.2004
Seis enormes retratos pintados a óleo mostram as caras do "Novo Século Americano" plantadas em pleno relvado do The Mall, o enorme parque público que se estende desde o Capitólio até ao Lincoln Memorial, em Washington DC. São eles George W. Bush, Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Colin Powell, Condoleezza Rice e Paul Wolfowitz; os rostos da política externa americana pintados por Anthony Wilson e expostos na rua para provocar o debate político.
 
 
Eleições nos EUA
02.11.2004
A 7 de Novembro de 2000, as televisões americanas anunciaram que Al Gore tinha ganho no estado da Florida. Pouco depois, disseram que afinal era George W. Bush que tinha vencido a Florida. E mais tarde, concluíram que ainda não se sabia quem tinha ganho.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
02.11.2004
Teresa Heinz Kerry e Laura Bush foram figuras secundárias na campanha presidencial americana de 2004. Isso é natural: na maior parte das campanhas, as mulheres dos candidatos não ocupam o centro das atenções, com raras excepções, como Eleanor Roosevelt ou Hillary Clinton.
 
 
Eleições nos EUA
Por Jorge Almeida Fernandes
02.11.2004
O Médio Oriente não foge à regra: domina um antiamericanismo epidérmico. Kerry ou Bush? A resposta mais comum é, portanto, "venha o diabo e escolha". Mas há divergências entre o sentimento popular e os interesses dos dirigentes. E, entre os árabes, nenhum responsável seguiu o apelo do ex-líder da Malásia, Mahathir Mohamad, que pediu aos muçulmanos americanos para votarem Kerry, como um dever religioso: "Votem a expulsão de Bush do seu gabinete."
 
 
Eleições Presidenciais nos EUA
Por PUBLICO.PT
01.11.2004
George W. Bush e John Kerry esgotaram hoje os últimos argumentos para convencer o eleitorado norte-americano que são a melhor resposta para o futuro dos Estados Unidos. No final de uma campanha marcada por posições contrárias quanto à guerra no Iraque e os passos certos na luta contra o terrorismo, mantém-se incerto, até ao último momento, qual dos dois candidatos irá sentar-se na Casa Branca nos próximos quatro anos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
01.11.2004
As presidenciais nos EUA são amanhã e nenhum dos candidatos encontra nas sondagens o conforto de uma indicação que o dê em vantagem decisiva. Por isso não há outra coisa a fazer a não ser multiplicar as acções de campanha, que continuarão no própria dia em que os americanos forem votar. George W. Bush e John Kerry apostam tudo nos estados indecisos, que serão doze.
 
 
Eleições nos EUA
Por Jorge Heitor
01.11.2004
O democrata John Kerry teria os votos de uma larga maioria dos portugueses se estes se pudessem pronunciar nas eleições presidenciais americanas de amanhã, revela uma sondagem telefónica para o programa da RTP "Prós e Contras", efectuada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
01.11.2004
O bronzeado é apenas uma das recompensas de Sarajean Rossito pelas muitas horas passadas de porta em porta a fazer informação eleitoral nos bairros mais desfavorecidos de Bradenton, uma localidade do centro do Estado da Florida que não é mais do que um subúrbio da grande cidade de Tampa, distante cerca de 60 quilómetros.
 
 
Eleições nos EUA
01.11.2004
Seja qual for o resultado das eleições, já é certo que a presença luso-americana perderá dois lugares no Congresso, devido à não recandidatura de Ben Nighthorse Campbell e de Pat Toomey. Filho de um índio cheyenne e de uma açoriana do Faial, Campbell, 71 anos, senador republicano pelo Colorado, não procura um terceiro mandato devido a problemas de saúde.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
01.11.2004
Os boletins de voto na América parecem listas telefónicas. Os eleitores que amanhã forem às urnas têm mais escolhas para lá de George W. Bush e John Kerry; vão votar também em referendos, eleições locais, estaduais e federais.
 
 
Analistas dividem-se
Por Pedro Ribeiro, :
31.10.2004
Receava-se que a Al-Qaeda tentasse influenciar as presidenciais de depois de amanhã nos Estados Unidos com mais um ataque terrorista - mas afinal Osama bin Laden dirigiu-se aos americanos por videocassete. Quem sai beneficiado pelo "tempo de antena" de Bin Laden? Bush, porque o vídeo concentra a campanha na ameaça terrorista? Ou Kerry, porque Bin Laden recordou que Bush ainda não o conseguir capturar? As perguntas não têm uma resposta unânime e o jogo eleitoral ficou ainda mais cerrado.
 
 
Os voluntários são uma peça essencial dessa batalha
Por Pedro Ribeiro, :
31.10.2004
As duas campanhas sabem muito bem que, mais do que os indecisos, há um factor que será decisivo no desfecho das eleições: a mobilização dos seus fiéis. Por isso, lançam mão de todas as armas para assegurar que ninguém deixe de votar, em especial nos estados cruciais. Os voluntários são uma peça essencial dessa batalha.
 
 
Presidenciais nos EUA
31.10.2004
Várias previsões dizem que na terça-feira devem ir às urnas cerca de 120 milhões de eleitores, perto de 60 por cento dos recenseados, uma aumento significativo face aos 105 milhões que votaram em 2000, quando a afluência foi de 51 por cento. Uma prova antecipada deste acréscimo já está a surgir em estados como o Oregon, onde 38 por cento dos boletins para voto por correspondência enviados a todos os inscritos já foram devolvidos; na Florida, as estações de voto abertas desde 0 dia 18 têm registado longas filas.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro, :
30.10.2004
No último fim-de-semana antes das presidenciais dos Estados Unidos, os dois candidatos concentram-se nos estados cruciais, tentando mobilizar os seus apoiantes e captar os indecisos que restam.
 
 
Admite-se que possam estar "extraviados" cerca de 58 mil boletins de voto
Por Rita Siza, :
30.10.2004
O tempo de espera para as urnas de voto antecipado na cidade de Fort Lauderdale, na Florida, aumentou dos 20 minutos para mais de uma hora assim que se tornou público o desaparecimento de cerca de 58 mil boletins de voto por correspondência ("absentee ballots") requisitados desde o início de Outubro ao gabinete de supervisão da eleição do condado de Broward.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
29.10.2004
George W. Bush e John Kerry vão gastar 40 milhões de dólares (31 milhões de euros) em publicidade televisiva nos últimos dias de campanha em “estados indecisos”. Na recta final para as presidenciais de terça-feira, dois anúncios em particular chamaram a atenção dos “media”: o dos “lobos” e o da “avestruz”.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
28.10.2004
No panorama racial da política americana, os brancos costumam votar mais republicano e as minorias étnicas mais democrata. Hispânicos e sobretudo negros são tidos como blocos solidamente do lado democrata; mas este ano as coisas podem mudar.
 
 
Eleições nos EUA
Por João Carlos Silva
28.10.2004
Mais ponto percentual menos ponto percentual, o dia-a-dia das sondagens sobre as intenções de voto para 2 de Novembro continua a revelar a mesma coisa: um empate. Pior: a tendência é para que aumente o número dos estados "indecisos", onde a balança não se inclina visivelmente para nenhum dos candidatos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
28.10.2004
No bairro de Little Havana, em Miami, na Florida, fuma-se sem sobressaltos. Ao contrário do que acontece um pouco por todos os EUA, onde a intolerância com os fumadores atingiu dimensões perfeitamente esquizofrénicas, no pequeno enclave de exilados cubanos não é difícil encontrar vestígios de cigarros e charutos espalhados pelo chão.
 
 
John Kerry e George W. Bush tecnicamente empatados
Por João Carlos Silva
27.10.2004
Uma sondagem publicada ontem no "Los Angeles Times" mostra que George W. Bush e John Kerry estão absolutamente empatados quanto às intenções de voto nas presidenciais de 2 de Novembro - e isto não é novidade nenhuma. Mais novo é o facto de os resultados apontarem claramente para o facto de serem os valores culturais, mais do que os seus interesses económicos, que dividem os americanos.
 
 
Ex-presidente diz que o candidato democrata representa a esperança
Por Pedro Ribeiro
26.10.2004
Bill Clinton diz que nas presidenciais americanas de 2 de Novembro há "um candidato que apela ao medo e outro que apela à esperança"; Clinton, o ex-presidente nascido numa terra chamada Hope ("esperança"), quer que os EUA "escolham a esperança".
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
26.10.2004
Há enormes pegadas felinas de um amarelo a fugir para o alaranjado pintadas ao longo do asfalto do Gator Bowl Boulevard que envolve o estádio Alltel, casa dos "Jaguars", a equipa de futebol americano de Jacksonville, na Florida. Há bandanas penduradas em todos os postes, com os penetrantes olhos do animal a reclamarem a propriedade do território. Há barreiras policiais, trânsito cortado, parques de estacionamento lotados, bancas com t-shirts e bonés, pessoas em fila, venda de bilhetes. Há um ambiente de tensão e expectativa, com trocas de mimos entre adeptos de equipas diferentes. Só que não há desporto.
 
 
Eleições nos EUA
26.10.2004
Os americanos sofrem de um caso tremendo de Desordem de Ansiedade Pré-eleitoral. Já mais ninguém fala de apatia dos eleitores, porque o contrário é provavelmente o mais certo. As pessoas dão demasiada importância. Perdem o sono. Têm pesadelos com sondagens desfavoráveis.
 
 
Extremistas anti-Bush em Nova Iorque
Por Rita Siza
24.10.2004
Philip Belpasso parece um mendigo. É um homem comprido, de olhos pequenos e enrugados, com uma farta barba branca que lhe cobre quase toda a cara e prossegue pelo pescoço. Está sentado no chão, encostado à rede de grades de aço estilizadas que demarcam e isolam o quarteirão onde outrora existiram as Torres Gémeas do World Trade Center de Nova Iorque. Philip usa um boné gasto a condizer com as suas roupas andrajosas, e vai trauteando numa flauta a conhecida melodia "Amazing Grace" - as centenas de turistas que se demoram junto às grades do "Ground Zero" não conseguem disfarçar a emoção, depositando a respectiva moeda no estojo colocado no chão, junto aos papéis que apresentam o músico como o "Flautista do 11 de Setembro".
 
 
Eleições nos EUA
Por Sofia Lorena
24.10.2004
O escritor norte-americano residente em Portugal Richard Zimmler enviou o seu voto segunda-feira. Em correio azul, para correr menos riscos, e chegar a tempo de ser contado no estado de Nova Iorque, onde cresceu e onde votava antes de se mudar para o Porto. Sem conhecer os números, e apenas pelo que vai sabendo de amigos americanos espalhados pelo mundo (Portugal, mas também França, Inglaterra, Austrália), imagina que se assiste este ano a uma corrida aos boletins de voto.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
23.10.2004
O recenseamento eleitoral não é obrigatório nos Estados Unidos. Por isso, as campanhas políticas e uma série de organizações independentes dedicam-se a "registar" eleitores e a tentar levá-los às urnas. Muitas destas organizações especializam-se em determinados grupos demográficos; o alvo da Rock The Vote é a "geração MTV".
 
 
Eleições nos EUA
Por João Carlos Silva
22.10.2004
Pela primeira vez na história das campanhas presidenciais nos Estados Unidos da América, as despesas com a corrida à Casa Branca em 2004 já superaram a barreira do "billion" - mil milhões de dólares. A marca histórica, informou ontem a Comissão Eleitoral Federal, foi ultrapassada na quarta-feira, mas isso não significa que George W. Bush ou John Kerry estejam financeiramente exaustos; pelo contrário, a acreditar nos números divulgados pela imprensa, os dois lados e os seus apoiantes ainda estão a gastar dinheiro como nunca fizeram antes.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
22.10.2004
Um eleitor da cidade de St. Petersburg, no condado de Pinellas, na Florida, tem de marcar 32 cruzes no seu boletim de voto, ou em alternativa carregar 32 vezes no ecrã da máquina de voto para cumprir na totalidade o seu dever cívico. Depois de assinalar a sua escolha para Presidente e vice-Presidente, ainda terá de votar nos candidatos a senador e a representante do Estado no Congresso federal.
 
 
Eleições nos EUA
21.10.2004
Temos as irmãs Kerry, tão inteligentes que intimidam, a saltar pelas universidades. E há as atrevidas gémeas Bush, Jenna e Barbara, a apresentarem a Mamã e o Papá, a agradecerem a voluntários, a darem risinhos quando rapazes em comícios levantam cartazes Bush-Cheney com os números dos telemóveis rabiscados por baixo.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
20.10.2004
O candidato democrata à Casa Branca vem aumentando aumenta o volume das referências à religião, competindo com o mais pio dos presidentes dos Estados Unidos dos últimos anos. Mas a Igreja Católica está dividida por causa do apoio de Kerry ao aborto; alguns bispos querem excomungá-lo.
 
 
Eleições nos EUA
Por Rita Siza
20.10.2004
Karen e Brian têm 19 anos e vão votar pela primeira vez nas eleições para a presidência. Estudantes em Nova Iorque, inscreveram-se como eleitores independentes e registaram-se para votar na Florida, um dos estados "indecisos" onde mais uma vez se pode resolver a eleição.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
19.10.2004
Faltam duas semanas para as presidenciais americanas de 2 de Novembro. Com as sondagens a mostrarem ainda indefinição na corrida entre George W. Bush e John Kerry, ambos concordam num ponto: a segurança nacional e a guerra no Iraque serão o tema que vai decidir esta eleição.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
19.10.2004
A data oficial das presidenciais americanas é 2 de Novembro, mas muitos eleitores em vários estados já começaram a votar. Ontem, os habitantes da Florida começaram a pronunciar-se na escolha do próximo Presidente dos Estados Unidos - e já houve os primeiros protestos contra irregularidades na maquinaria de voto.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
18.10.2004
Com a meta de 2 de Novembro à vista, os dois principais candidatos à presidência dos EUA concentram os seus esforços cada vez mais num punhado de estados "indecisos". George W. Bush e John Kerry estão a concentrar os seus recursos financeiros e pessoais especialmente em três estados onde ainda há grande incerteza sobre quem irá vencer.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
18.10.2004
A 2 de Novembro, os americanos vão escolher um novo Presidente mas também vão votar para o Congresso. O ramo legislativo do poder político americano está, como a Casa Branca, sob controlo republicano; a margem é muito reduzida, especialmente no Senado, e não é impossível que o Partido Democrata recupere o controlo da câmara alta do Congresso.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
17.10.2004
John Kerry disse ao jornal "Des Moines Register" que George W. Bush pode voltar a impor o serviço militar obrigatório nos EUA se for eleito para um segundo mandato. Kerry, candidato democrata à Casa Branca, disse que há um "grande potencial" para que o seu adversário tome essa decisão. Bush tem negado repetidamente intenções de reinstituir o "draft".
 
 
Eleições nos EUA
Por Fernando Sousa
17.10.2004
Três debates foram suficientes para saber que nenhum dos candidatos à Casa Branca tem a América Latina como prioridade. Só a conversa que os vices de um e de outro tiveram sobre a corrida do próximo mês passou pela região. Mas mesmo assim a propósito do Afeganistão.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
16.10.2004
No terceiro e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, John Kerry citou números publicados por "órgãos de comunicação social de prestígio". George W. Bush começou assim a sua resposta: "Com todo o respeito, não tenho certeza se é credível citar orgãos de comunicação social de prestígio... Oh, deixem lá."
 
 
Iraque destronou política doméstica
Por Pedro Ribeiro
15.10.2004
As regras do terceiro e último debate televisivo entre George W. Bush e John Kerry previam que se falasse apenas de temas "domésticos". Com efeito, os dois candidatos à presidência dos EUA revelaram visões claramente opostas num leque de questões económicas e sociais; mas tanto um como o outro regressaram frequentemente ao tema da guerra no Iraque.
 
 
Eleições nos EUA
14.10.2004
Há quatro anos, Chris Rowlett tinha idade para votar nas presidenciais, mas não se deu ao trabalho de se recensear. A semana passada, apesar de um vento frio fora de época, estava em fila para se registar, num centro criado para o efeito na Universidade de Michigan em Ann Arbor. "Antes, não pensava que importasse tanto quem estava no poder", explica Rowlett, 22 anos, enquanto preenche o registo de eleitor. "Mas as coisas agora estão a mudar tão mais depressa que é importante quem está no comando".
 
 
Eleições nos EUA
13.10.2004
Um pequeno mas aguerrido grupo de activistas anti-guerra numa comuna pacifista chamada Anathoth, em Luck, no Wisconsin, uma terreola à beira de um lago perto da fronteira com o Minnesota, conta que, há quatro anos, todos os seus cinco votos foram para o candidato presidencial Ralph Nader.
 
 
12.10.2004
Diz-se que é uma cidade destinada a desaparecer. Uma cidade do aço, dos altos fornos, colada ao rio Ohio. Em Mingo Junction, às duas horas, quando muda o turno, os trabalhadores descem por uma imensa escada em caracol e encontram-se no meio da Commercial Avenue, que noutros tempos era a rua do comércio. "O que eu quero destas eleições é livrar-me desse patife do Bush", atira Bruce Knight, um tipo enorme de olhos claros que acabou o trabalho e vai para casa. "Vivemos como cães. Mato-me a trabalhar e não chega para sustentar a família. É uma vergonha".
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
11.10.2004
Os EUA não têm a tradição de "governos sombra"; também é normal que um Presidente em exercício, mesmo que reeleito, faça uma remodelação ministerial à sua equipa ao começar um segundo mandato. Por esses dois motivos, quer seja George W. Bush ou John Kerry a conquistar a Casa Branca nas eleições de 2 de Novembro, a próxima Administração dos EUA será diferente.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
11.10.2004
A 2 de Novembro, os eleitores americanos vão ser chamados às urnas para escolher um Presidente. Mas simultaneamente também haverá eleições para o Congresso e para uma série de cargos estaduais e locais; além de tudo isso, haverá igualmente referendos de todos os tipos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
10.10.2004
A pouco mais de três semanas das eleições presidenciais nos EUA, a corrida está praticamente empatada. A maior parte das sondagens dá vantagem ao Presidente George W. Bush, mas quase sempre um avanço dentro da margem de erro.
 
 
Eleições nos EUA
09.10.2004
Desde que o Presidente Bush ganhou por uma unha negra a Florida, há quatro anos, os democratas têm vindo a procurar atrair alguns grupos de eleitores que os seus estrategas consideram cruciais para melhorar a posição do partido: são os idosos, os negros, os judeus, os americanos de origem cubana e os haitianos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
07.10.2004
Foram 90 minutos tensos e quezilentos, com os "vices" de George W. Bush e John Kerry em ataques mútuos e aos seus "chefes". O vice-presidente Dick Cheney (republicano) e o senador John Edwards (democrata) encontraram-se na noite de terça-feira em Cleveland (Ohio) para o único debate televisivo entre os "números dois" dos candidatos à presidência dos Estados Unidos.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
06.10.2004
John Kerry evocou o "fantasma" da Florida nas últimas presidenciais nos termos mais claros até agora: "Não vamos deixar que aconteça o mesmo, porque as memórias de 2000 são fortes demais. Não vamos deixar que o voto seja roubado a um milhão de afro-americanos."
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
06.10.2004
É muito difícil encontrar alguma coisa em que os partidários e os rivais de George W. Bush concordem. Mas o Presidente dos EUA teve um sucesso indiscutível em pelo menos um campo: reanimou o interesse pelo debate político na América.
 
 
Debate televisivo entre os candidatos democrata e republicano à presidência dos EUA
Por Pedro Ribeiro
02.10.2004
Duas conclusões fundamentais sobre o primeiro debate televisivo entre os candidatos democrata e republicano à presidência dos EUA: John Kerry tornou-se mais "presidenciável"; e Kerry e George W. Bush têm visões claramente opostas sobre a condução da guerra no Iraque e sobre a gestão da diplomacia americana.
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
29.10.2004
No écrã da televisão, George W. Bush acaba de cometer uma mini-"gaffe". Falando sobre a viúva de um soldado morto no Iraque, Bush parecia querer dizer que "é um trabalho difícil" reconfortá-la ou ajudá-la - mas sai-lhe da boca "é difícil amá-la".
 
 
Eleições nos EUA
Por Pedro Ribeiro
30.09.2004
George W. Bush e John Kerry encontram-se hoje em Coral Gables (Florida) para o primeiro dos três debates entre os principais candidatos à presidência dos EUA. O debate (às nove horas locais, duas da manhã em Portugal) terá por tema questões de política internacional - a guerra no Iraque será certamente o prato forte. E será provavelmente a última grande oportunidade de Kerry recuperar o atraso face a Bush.
 
 
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AUXILIAR
We, The People...
A vitória de George W. Bush nas eleições de terça-feira não era inesperada. Desde a Convenção Republicana de Agosto, em Nova Iorque, que quase todas as sondagens deram sempre a vantagem ao Presidente que se recandidatava, apesar dessa vantagem ter diminuído para um virtual empate nos últimos dias.
Mapa oficial 2004
Sondagens ao pormenor
Outros Mapas
Mapa Sondagem
"America yes, Bush no!"
O resultado das presidenciais americanas "será muito mais importante para a Europa do que as últimas eleições europeias", escreveu o jornal britânico "The Guardian". Os europeus, e o resto do mundo, gostariam de votar na terça-feira, fundamentalmente para derrotar George W. Bush. Mas também porque esperam do candidato democrata uma nova política externa. As sondagens internacionais associam a degradação da credibilidade dos Estados Unidos ao seu Presidente e à guerra iraquiana, e foram resumidas num sintético título de jornal: "America yes, Bush no!"
Um amor perdido, o crepúsculo da americanofilia
A americanofilia existe. Não tem o "pedigree" rico da anglofilia ou da francofilia, ou até da germanofilia. Na verdade, nem sempre é reconhecida como uma "filia" genuína. Mas existe. Existiu na Europa durante a Era do Jazz, e na Europa, no Japão e a bem dizer um pouco por toda a parte durante os anos 50. Nem mesmo a guerra do Vietname a matou realmente, porque o centro dos protestos estava ainda nos EUA. Eram os americanos que tinham as melhores palavras de ordem, e músicas, contra a guerra. Ainda existe, embora esteja em perigo de ter o destino da germanofilia: perder-se no nevoeiro da nostalgia, na terra do que podia ter sido.
Se Kerry ganhar, quem irá para a sua administração?
Quem quer que ganhe hoje terá de reunir rapidamente uma administração - e, no caso de ser John Kerry, isso significa começar quase do zero, com recurso a ex-funcionários de primeiro ou segundo plano e consultores de campanha dos governos de Bill Clinton, e talvez um ou outro colega do Congresso.
Que esperar de um Governo Bush II?
Na política americana, um Presidente encara o seu segundo mandato como uma oportunidade para lançar grandes projectos nos temas que lhe são mais gratos, e para deixar uma "herança" para a posteridade. George W. Bush, cujos primeiros quatro anos na Casa Branca já foram bastante ambiciosos, poderá usar um segundo mandato para ir ainda mais longe que no primeiro.
Bush vs Kerry: não podia haver estilos mais diferentes
As origens, as personalidades, os políticos, os programas, são diferentes. Mas quando George W. Bush e John Kerry andam em campanha, se lançam na estrada, têm de contactar com os cidadãos comuns, essas diferenças parecem ser sublinhadas mais do que nunca. Nesta longa e tensa jornada de 2004 pela estrada fora, para além da guerra de palavras os dois homens travaram também, sem tréguas, uma guerra de estilos. E, com isso, acabaram por evidenciar como o seu apelo se dirige mais especificamente a cada uma das "duas Américas".
Partido Democrata: desfazer muito do que Bush fez regressar aos anos Clinton
ABORTO
A favor da legislação sobre os direitos ao aborto
Partido Republicano: continuar a "revolução conservadora" do primeiro mandato
ABORTO
Contra o aborto, mas tem dito que o país (o Congresso) não está pronto para uma proibição
Dois candidatos e um fosso colossal entre eles
Quando os americanos votarem hoje, a sua decisão terá consequências profundas no futuro da América e do mundo. Os programas apresentados por George W. Bush e John Kerry oferecem visões claramente opostas sobre o curso a seguir pelos EUA.
A escolha da América (II)
O 11 de Setembro modificou a forma como a maioria dos decisores em matéria de política internacional dos Estados Unidos olham para o mundo e isso é algo que está para lá da forma de fazer as coisas agressiva, unilateral e pouco diplomática de Bush. E mudou no sentido em que a América deixou de poder contar com a imensidão e relativo isolamento geográfico do seu território como garantia de que não é atacada; que tem de intervir onde detecta ameaças reais ou potenciais, incluindo através de acções preventivas; que tem de contar sobretudo consigo própria, já que os aliados tradicionais não têm meios nem vontade de realizarem intervenções em larga escala; e que não é possível tratar o megaterrorismo como se este fosse um caso de polícia, antes importa promover alterações liberais e democráticas nos Estados perigosos, mesmo que estes sejam formalmente "amigos".
Por que votam os europeus em Kerry
A mensagem das opiniões públicas europeias, manifestada nas ruas ou em sondagens, é a mesma: "Qualquer um menos Bush". Mas a opinião pública é uma coisa e os governos e os seus interesses outra totalmente diferente. E, por isso, na capital europeia fazem-se contas: se houver um segundo mandato de Bush, será necessário encontrar com ele um "modus vivendi"; se for Kerry o eleito, então parece seguro que a crispação desaparecerá. Mas, depois, haverá que forjar compromissos com Washington, e ninguém ignora que alguns podem representar escolhas incómodas.
A escolha da América (I)
Logo a seguir às eleições de 7 de Novembro de 2000, que revelaram uma América partida ao meio e irremediavelmente dividida sobre alguns temas centrais da governação, escrevi que fosse qual fosse o candidato a ser proclamado vencedor - o que levaria mais de um mês a acontecer, com a decisão a recair no Supremo Tribunal - era importante que governasse de forma moderada e centrista. Repeti o mesmo quando a saga legal terminou e George W. Bush soube que seria ele o próximo Presidente dos Estados Unidos - mas ele faria exactamente o contrário, sendo muito mais um "divider" do que um "uniter".
Como o mundo mudou com Bush
George W. Bush chegou à Casa Branca determinado a fazer tudo ao contrário de Bill Clinton na sua política externa. Uma atitude mais agressiva para com a China, uma intervenção mais reduzida no conflito israelo-palestiniano; rasgar tratados internacionais assinados pelo antecessor, renegar a política "clintoniana" de "intervenções humanitárias".
O eleitorado americano em números
População com idade de votar (recenseamento de 2000): 205,8 milhões
Ficha Técnica
Situação Geográfica: país da América do Norte (9 372 614 metros quadrados) entre o Canadá e o México, ladeado pelo Atlântico e pelo Pacífico. Tem 50 Estados e um distrito federal (Washington DC, a capital) aos quais se juntam territórios externos, entre os quais o Estado Associado de Porto Rico.
As presidenciais americanas e a terça-feira de Novembro
As eleições presidenciais americanas acontecem na primeira terça-feira depois da primeira segunda de Novembro, de quatro em quatro anos. A data foi fixada em meados do século XIX por razões económicas e religiosas.
Como designar um presidente em caso de empate?
O escrutínio indirecto em vigor no sistema eleitoral americano, combinado com a actual corrida cerrada para a Casa Branca, pode resultar numa eleição sem vencedores em Novembro. Se este caso se concretizasse só conheceríamos o presidente americano em 2005.
Os outros candidatos à Presidência dos Estados Unidos
Candidatos à presidência dos Estados Unidos de 2 de Novembro, destoam na paisagem política americana. No país do capitalismo, não hesitam em proclamar-se socialistas, ecologistas ou comunistas. São os outros candidatos para além de Bush e Kerry.
A caminho de Marte
"Vamos construir novos engenhos para levar o homem ao Universo, criar uma base na Lua, preparar-nos para viagens a mundos para lá do nosso."
Conservador - com compaixão?
"Aprovámos a mais importante reforma educativa na história. Porque agimos, as crianças estão a fazer progressos continuados em leitura e matemática."
Deus, armas e "gays"
"A nossa nação deve defender a santidade do casamento."
Verde desmaiado
"Oponho-me ao Protocolo de Quioto porque 80 por cento do mundo estaria isento dele, e porque ele causaria danos graves à economia americana."
O "Patriot Act"
"A missão mais importante de um Presidente é a protecção da nação."
Alerta laranja
"Triplicámos o orçamento do Departamento de Segurança Interna de 10 mil milhões para 30 mil milhões de dólares. Vamos fazer tudo o que seja preciso."
"Kenny-boy" e a Enron
"Eu sou dono de uma madeireira? Isso é novidade para mim. Alguém quer madeira?"
A "retoma sem empregos"
"Precisamos de menos regulações se queremos manter os empregos [na América]; precisamos de reformas jurídicas para manter os empregos [na América]; e temos de manter os impostos baixos."
Uma revolução republicana
"Há demasiadas discussões em Washington, e não há suficiente trabalho em conjunto."
Recessão herdada, défices recorde
"A maneira de sair desta recessão é fomentar a economia, encorajando os investimentos em fábricas e equipamentos e reduzindo os impostos para que as pessoas possam ter mais dinheiro."
Como a América Mudou com Bush
A eleição de 2000 foi um parto difícil, mas George W. Bush não permitiu que o imbróglio da Florida limitasse o seu programa. Pelo contrário: no seu primeiro mandato na Casa Branca, Bush assumiu um plano ambicioso, procurando projectar uma imagem moderada mas governando bem à direita.
Da Câmara dos Representantes ao Presidente
Os Estados Unidos são uma federação constituída por 51 estados. Os cidadãos estão sujeitos, por um lado, ao poder do Estado federal e, pelo outro, ao do estado federado. Os estados federados fazem a sua própria Constituição, tendo em conta os limites impostos pela Constituição federal. Participam na política do país, através de duas câmaras, que constituem o Congresso: A Câmara dos Representantes (CR) e o Senado.
O mundo vota Kerry
Numa sondagem feita por jornais de referência de dez países, divulgada em meados de Outubro, 72 por cento dos franceses afirmam admirar os americanos e idêntica percentagem refere que, se pudesse, votaria em John Kerry. Mostra a generalidade das sondagens que, ao contrário do que se procurou fazer crer, a oposição a George W. Bush tem pouco a ver com antiamericanismo e tudo a ver com a política que ele seguiu desde que foi eleito, nas circunstâncias que se conhecem.
Com Bush por causa de Kerry
Depois de fazer as contas, descubro que não tenho dez razões para desejar uma vitória de George W. Bush. Tenho apenas uma: chama-se John Kerry. O senador Kerry, ao contrário do Presidente Bush, não compreendeu ou age como se não tivesse compreendido a questão política fundamental da nossa época: essa é a da defesa das democracias liberais contra a campanha, iniciada por jihadistas e nacionalistas árabes, para condicionar a vida política das democracias e pôr em causa a sua supremacia mundial.
Um ciclo perpétuo de ascenção e quedas
Mas porque será então que os Estados Unidos não têm imensos pequenos partidos? Quando as duas principais forças mergulham na sua autodestruição periódica, porque será que não dispersam as suas clientelas como se fossem sementes? Porque não são as coisas mais como em Itália? Imagine-se uma América com um partido verde robusto, um partido dos trabalhadores musculado, com o Partido do Direito à Vida representado no Congresso, ao lado do Partido Liberal de Hollywood, do Partido das Celebridades Amantes de Armas e do Partido dos Demagogos (onde os acima citados Limbaugh e Moore poderiam finalmente fazer as pazes, sentados frente a frente a comer um gelado).
A origem das espécies
Era uma vez na América um partido político que acreditava num governo central forte, em impostos altos e em ambiciosos projectos de obras públicas. Este partido era popular nas universidades da Nova Inglaterra e era a escolha esmagadora dos eleitores afro-americanos.
Era o Partido Republicano.
BLOG
Sobreviverá o mundo a mais quatro anos de Bush?
Numa fotografia divulgada há semanas pela Associated Press, vê-se o Presidente Bush cumprimentando Santana Lopes durante uma cerimónia de recepção aos dirigentes mundiais presentes na abertura da 50ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. À direita da fotografia está Santana Lopes apertando a mão ao homem mais poderoso do mundo; ao centro, abraçado a Bush, em atitude de rasteira subserviência, está o Presidente da Guatemala; e à esquerda, está Bush, apertando a mão de Santana e com uma expressão que parece dizer: "Quem é este tipo?" E a legenda reza assim: "O Presidente Bush, com o Presidente da Guatemala, Oscar Berger ao centro, e uma pessoa não identificada à direita, ontem em Nova Iorque..."
Por que é que as sondagens variam tanto?
Algumas das últimas sondagens sobre intenções de voto nas presidenciais americanas: o "Washington Post" aponta ontem para 49-48 a favor de George W. Bush; segundo a "Newsweek", Bush também lidera, mas por dois pontos; a "Time" diz que ele tem cinco por cento de vantagem; já o Instituto Greenberg coloca John Kerry dois pontos à frente. Quem tem razão? Isso só se saberá ao certo no dia 2 de Novembro. Mas por que é que cada instituto apresenta as suas respostas? Mesmo tendo em conta as margens de erro, há grandes discrepâncias.
Na recta final, a decisão pertence a onze estados indecisos
Porque é que o mundo devia escolher George W. Bush
Grande parte do mundo deseja a vitória de John Kerry nas eleições norte-americanas que se realizarão no próximo mês - e em nenhum lugar tanto como em Paris, a capital global anti-Bush. "Guerra errada, na altura errada, no local errado": a ladainha dos senadores de Massachusetts contra o Presidente George W. Bush faz aqui os encantos de uma multidão que crê que um novo homem na Casa Branca curará as feridas transatlânticas e trará a paz mundial.
Porque é que a América não deve reeleger o Presidente Bush
Nunca estive muito envolvido em política partidária, mas não estamos a viver em tempos normais. O Presidente George W. Bush está a colocar em perigo os Estados Unidos e a segurança mundial e a minar os valores americanos. Tenho sido criticado pela campanha Bush por me opor à sua reeleição.
John Kerry, o voluntário do Vietname com sensibilidade europeia
Ambos nasceram em famílias bem.Um, o que tem as iniciais do outro senador do Massachussetts que também concorrreu à Casa Branca, JFK, tem uma longa carreira política. Na vida do outro, o que tem o nome do pai que foi Presidente, nada fazia prevr, até há dez anos atrás, que seguisse os passos paternos. Mas George W. Bush reinventou-se e John Kerry empenhou-se, em todos os sentidos, para vencer esta luta. Perfis dos dois candidatos a poucas semanas das eleições nos Estados Unidos.
O mundo gosta dos americanos e quer Bush fora da Casa Branca
Uma mega-sondagem em dez países, encomendada por dez dos seus mais influentes jornais, mostra no geral uma antipatia visceral por George W.
Philip Gordon: "Kerry diria aos europeus: vamos começar tudo de novo"
Este investigador do "The Brookings Institution", um "think-tank" ligado aos democratas, onde dirige o Centro para os Estados Unidos e a Europa, foi conselheiro do Presidente Bill Clinton para os assuntos europeus e é um profundo conhecedor da realidade europeia, nomeadamente da França. Actualmente, dirige um projecto sobre as relações entre os EUA e a Europa no Médio Oriente. O seu último livro - "Allies at War: America, Europe and the Crisis over Iraq" (McGraw-Hill) - acaba de sair nos Estados Unidos. Gordon esteve em Lisboa para participar num seminário sobre as relações transatlânticas organizado pelo Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) e pela FLAD.
A América esquecida
Perguntando a um europeu para dizer os nomes de três dos Estados Unidos, será normal esperar que ele responda Califórnia, Texas e Nova Iorque. Afinal, são os três estados mais populosos, que em conjunto albergam 71 milhões de pessoas, mais de um quarto da população americana.
A sociedade secreta de Kerry e de Bush
Não há muitos pontos em comum nas biografias de George W. Bush e John Kerry, os dois candidatos às eleições presidenciais dos Estados Unidos da América (EUA) que se disputam em Novembro. Mas há algumas coincidências. A mais interessante tem a ver com o seu currículo universitário.
George W. Bush, o texano Presidente de guerra
Ambos nasceram em famílias bem. Um, o que tem as iniciais do outro senador do Massachussetts que também concorrreu à Casa Branca, JFK, tem uma longa carreira política. Na vida do outro, o que tem o nome do pai que foi Presidente, nada fazia prevr, até há dez anos atrás, que seguisse os passos paternos. Mas George W. Bush reinventou-se e John Kerry empenhou-se, em todos os sentidos, para vencer esta luta. Perfis dos dois candidatos a poucas semanas das eleições nos Estados Unidos.
Na América em guerra, o 11 de setembro decidirá as eleições
Nunca um Presidente dos Estados Unidos perdeu uma eleição em tempos de guerra. Abraham Lincoln foi reeleito durante a Guerra Civil americana; Franklin Roosevelt durante a Segunda Guerra Mundial; Richard Nixon durante o Vietname. George W. Bush também se apresenta este ano como um "Presidente de guerra" aos que vão votar em 2 de Novembro. Mas quando fala em guerra, ele não se refere especificamente ao Iraque ou ao Afeganistão.
Os dois lados do Atlântico estão cada vez mais distantes
Europeus e americanos continuam a afastar-se. Nos últimos dois anos, o número de europeus que defendem uma forte liderança americana no mundo está a diminuir de forma significativa. O fenómeno foi certamente reforçado pelas opções políticas da actual Administração Bush, mas já vem de trás, conclui o Transatlantic Trends 2004, uma mega-sondagem do German Marshall Fund realizada na Europa e nos EUA.
Os casamentos gay como arma do combate eleitoral
Ao anunciar que apoiará uma emenda constitucional a proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o Presidente George W. Bush jogou antes do mais uma cartada eleitoral que procura manter bem viva a linha de divisão entre os tradicionais votantes republicanos e democratas, sublinhavam ontem vários comentadores na imprensa norte-americana.
O fantasma do Vietname paira sobre Bush e Kerry
George W. Bush esteve na Guarda Nacional, e de fugida, para escapar à guerra do Vietname? E John F. Kerry, depois de ser um herói na Indochina, andou em marchas indignas contra a intervenção norte-americana? À distância de mais de 30 anos, a discussão pode parecer quase sobre coisa nenhuma, mas tem dominado boa parte da campanha para as presidenciais de Novembro.
JFK são iniciais de presidente - mas que presidente?
As sondagens à boca das urnas das grandes cadeias norte-americanas de televisão são sobre muito mais do que votos: procuram saber os porquês da escolha deste ou daquele candidato. Na noite de terça-feira, esses inquéritos revelaram, um pouco por todo o país, um mesmo elemento: uma maioria votou em John Forbes Kerry por o considerar o mais capaz de vencer George W. Bush em Novembro. Numa palavra, "elegibilidade".
Como Deus pode ter influência nas presidenciais americanas
Na Europa, um político que discuta abertamente as suas crenças religiosas e encha os seus discursos de referências teológicas não costuma ser bem recebido. Na América é ao contrário. A maioria dos políticos gosta de discutir a sua fé e tem Deus na ponta da língua.
George W., o Pacificador: será esta a estratégia para a reeleição?
Claro que os comentadores nunca estão todos de acordo, mas são cada vez mais os que afirmam que a reeleição de George W. Bush se jogará muito na política externa - como não acontece nos Estados Unidos desde há 40 anos. E, como que a dar-lhes razão, a Administração norte-americana multiplica sinais de que a sua prioridade se terá tornado a busca da paz - depois de ter passado três anos preocupada com a guerra.