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China - A Caminho dos Jogos Olímpicos 2008
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Criado quarta-feira, 4 de Junho de 2008 |
Última actualização domingo, 10 de Agosto de 2008 |
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Já começou o braço-de-ferro entre as duas potências
Por Luís Francisco
10.08.2008
Os Jogos Olímpicos são um momento único de partilha de experiências, uma rara ocasião para ver em competição os melhores atletas do mundo e também um bom pretexto para medir forças entre as nações. Embora os discursos oficiais nunca o assumam claramente, a luta pelo domínio do quadro de medalhas é uma questão de orgulho nacional para as grandes potências. Este ano, em Pequim, os chineses ambicionam destronar os EUA do topo do "medalheiro".
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Estão abertos os Jogos da XXIX Olimpíada
Por Hugo Daniel Sousa
09.08.2008
O "Ninho de Pássaro" foi ontem o coração de uma China orgulhosa, que ofereceu ao mundo um espectáculo que a história há-de tornar um momento memorável. Durante 245 minutos, o Estádio Nacional de Pequim tornou-se o local quase perfeito para viver, com uma cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos que os chineses transformaram numa demonstração de poder, riqueza civilizacional e diplomacia.
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Gritos entusiastas preencheram muitas das ruas da capital
Por Manuel Assunção
09.08.2008
Com uma população superior à de Portugal, Pequim viveu de maneiras muito diferentes a cerimónia de abertura. As maiores multidões aglomeraram-se nos locais onde estava prevista a transmissão em ecrãs gigantes, outros juntaram-se em restaurantes, outros em mercearias e lojas de conveniência, sempre em grupos mais pequenos.
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Presença recorde de líderes estrangeiros
Por Miguel Gaspar
09.08.2008
Quando os 2008 percussionistas saudaram os convidados à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, parecia claro que a China ia vencer o seu primeiro desafio. Os fogos-de-artifício que se foram acendendo sobre a capital, do centro até ao estádio do Ninho de Pássaro, eram o prelúdio a uma mensagem poderosa.
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Director da cerimónia
Por Jorge Mourinha
09.08.2008
Em 1994, o cineasta chinês Zhang Yimou era persona non grata junto das autoridades chinesas. Em 2008, é um alto quadro do partido e director da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.
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14.02.2008
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14.07.2001
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| REPORTAGEM |
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A China já não se desenha a tinta da China
Há Olympia de Manet. Há "Le Violon d'Ingres" de Man Ray. Há "Dance", de Matisse. Há também latas de coca-cola em forma de crucifixo, o M da McDonald's gravado no peito, ou telemóveis a voar como se fossem borboletas. O Ocidente instalou-se em Wang Qinsong.
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Mãos ao alto
Às vezes é a vida que imita a arte e dão-se acasos como este. Um tiro é disparado e num segundo o mundo dá uma volta de 180 graus. Há disparos, como o de Xiao Lu, que ferem de morte mesmo sem matar ninguém. Foi o princípio do fim. Logo a seguir veio Tiananmen e a ideologia morreu na Praça.
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Para Ocidente ver
Talvez não seja necessário começar pelo princípio. Nem pelo fim. Para falar do cinema chinês é possível ir ter com a história quando ela vai a meio. Como entrar numa sala de cinema já depois do filme ter começado.
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Chai na ou demolir aí
Hao Chao Fan está a cavar num espaço onde antes era uma cozinha. É um projecto da escola, que deu sementes aos alunos para eles plantarem os seus próprios legumes. Fan, de oito anos, espera agora ver nascer alfaces, cebolas, feijões e tomate no pequeno quadrado deixado vazio pela demolição da casa da sua antiga vizinha. O pai, Hao Jun Xiu, está de enxada na mão, a ajudar.
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De três em três meses Pequim precisa de um novo mapa
40 anos, calças pretas, camisa preta. Em muitas cidades do mundo este poderá ser o retrato de um arquitecto. Em Pequim também. Zhang Hong oferece-nos peixe com picante, arroz, legumes e sopa de galinha com gengibre no restaurante ao lado do seu atelier. Com uma calma amável, fala da voragem desta cidade que às vezes o torna quase estrangeiro. "Acontece não encontrar um sítio porque de repente está rodeado por edifícios novos, mais altos, que eu não conhecia. É frequente perder-me em Pequim."
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Os pequenos imperadores querem rock e liberdade
Há quem diga do alto do seu poderoso metro e meio: "A nossa geração só tem sonhos. Não tem dinheiro nem poder." Atom é baterista do grupo de rock Hedgehog, que está a encher os bares da capital. Atom é uma rapariga de 24 anos que parece ter 16, cabelo a direito pelo pescoço, franja a chegar-lhe aos óculos cor-de-rosa sobre os olhos pequeninos.
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Uma cidade em velocidade olímpica
Aviso: nada do que será escrito sobre Pequim tem um prazo de validade alargado, a não ser isto mesmo. A realidade é sempre uma imagem frágil, a correr riscos de estar totalmente desfocada. É como uma fotografia tirada por uma câmara digital: o movimento deixa um rasto que talvez seja possível seguir, mas que torna o objecto só parcialmente decifrável. Qualquer pessoa que viva na cidade dirá sem ponta de exagero: num mês, Pequim transforma-se. E não é preciso um evento com a dimensão dos Jogos Olímpicos para provocar mudanças colossais.
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Blogar Contra a Grande Muralha do Fogo
Zhang Shihe marca encontro na praça Qianmen, no centro de Pequim. Mas assim que começa a falar, dois ou três minutos depois, diz: "Vamos mudar de lugar porque posso estar a ser seguido". Nunca sabe se andam polícias à paisana atrás de si. Olha para os lados, ninguém suspeito. Em todo o caso está desconfortável.
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Há relva em Tiananmen, mas a polícia vigia
Há relva na Praça Tiananmen. O verde quebra a aridez do betão. Torna o ambiente mais humano, dizem. Também há polícias e militares a passearem-se, alguns em pequenos check-points para pedir identificação às pessoas, revistando sacos de plástico, mochilas, qualquer coisa.
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Fan Yafung, o cristão que quer juntar Deus à Constituição chinesa
Pode haver coincidências como esta: duas pessoas a caminho de um encontro com um advogado cristão estão num táxi e uma delas (chinesa) diz à outra (portuguesa) que há muito poucos crentes na China.
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Os Jogos devem ser separados da política
O advogado Zhang Xin Shui tem um mapa da China no seu escritório, num edifício chique da capital, com vista para o rio. Usa-o para apontar as áreas do país onde defendeu casos em que era preciso lutar por maiores indemnizações para quem, de um momento para o outro, viu ser-lhe tirada a sua fonte de sobrevivência.
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Sem-abrigo são expulsos da rua para deixar brilhar os Jogos Olímpicos
A primeira vez que Zhang Zhi Qing chorou na vida foi quando a terra tremeu em Sichuan e devorou mais de 70 mil pessoas. E ainda chora quando as imagens passam na televisão a preto e branco: um aparelho minúsculo que tem em cima de um banco neste quarto onde pouco mais cabe do que o que já lá está: uma cama de solteiro e um colchão no chão, uma panela e um bico de gás.
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São eles que pagam o milagre económico da China
Os arranha-céus de Pequim ficaram para trás. Os relvados também. É preciso pisar muita lama para lá chegar. Pisar um terreno que parece ter sido lixeira. E pisar mais lama outra vez.
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A medalha de ouro que Pequim dificilmente conquistará
Ar: não é que seja irrespirável, mas ao fim do dia o corpo ganha uma outra camada. Pó colado à pele. Pó colado ao cabelo. Pó e dióxido de carbono. Uma película fina e opaca cobre Pequim; torna o céu amarelado durante todo o dia e apaga as estrelas à noite. Por isso é que, apesar de num 11º andar, a vista da janela de Wen Bo não é desafogada.
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Um filho, uma fortuna
"Nunca tinha visto um ocidental tão de perto", afirmou Wang Zhong Nian para explicar porque o filho está tão assustado. Há todo um quadro social a traçar à volta das reacções de Wang Zhe: "As famílias estão a ficar muito isoladas. As crianças são filhos únicos e não estão habituadas a estar com outras pessoas. O comportamento do meu filho é um exemplo disso."
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A República Popular do Consumo
A casa tem 105 metros quadrados, mas o pequeno Wang Zhe, apesar do seu curto ano e meio, tem brinquedos suficientes para cobrir o chão todo. Pelo menos, é o que diz o pai, Wang Zhong Nian. No seu tempo não era assim. Mas agora a família ganha o suficiente para ter comprado já um apartamento, um carro e satisfazer os desejos do seu único filho. Wang Zhong Nian diz que a mulher também gosta de dar outros mimos: "Está sempre a comprar-lhe roupa."
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Os chineses preparam-se para o seu baile debutante
8-8-8. Os Jogos Olímpicos de Pequim começam no dia 8 de Agosto de 2008, às 8 da noite. Não é um acaso. É porque oito é um número auspicioso. Ainda que o ano tenha começado da pior maneira, com nevões, epidemias mortais e terramotos, a China confia que um único acontecimento irá resgatá-la do azar. Os Jogos pretendem também provar ao mundo, e a todos os chineses, que este não é um país tipicamente comunista, que este é um país que gosta de receber estrangeiros e que está aberto à mudança.
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| CONTEXTO |
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Crescimento económico chinês sustenta o maior orçamento de sempre para realizar os Jogos Olímpicos
Em Los Angeles, quando os responsáveis do comité organizador dos Jogos Olímpicos de 1984 começaram a procurar um lugar para a sede, ninguém quis arriscar alugar-lhes um espaço. Na memória dos agentes imobiliários estava o milhar de milhões de dólares de prejuízo do Jogos de Montreal, que acentuava a ideia de que o maior evento desportivo do planeta tinha o potencial para ser, para os seus organizadores, um enorme desastre financeiro.
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He Zhenliang, de tradutor de Mao a "Senhor Olímpico"
Mao Tsetung fundou a República Popular da China, Deng Xiaoping foi o responsável pela reforma económica e He Zhenliang conquistou os Jogos Olímpicos. Zhenliang, de 79 anos, não é propriamente muito conhecido no Ocidente, apesar de ter sido vice-presidente do COI, mas na China é muito famoso.
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Não bastam as medalhas para vencer o desafio dos Jogos
A Em Julho de 2001, Pequim celebrou euforicamente a atribuição dos Jogos Olímpicos de 2008. A agência oficial Xinhua resumiu o desígnio nacional: "Os Jogos Olímpicos assinalarão uma nova etapa no engrandecimento do estatuto da China e serão um marco histórico no grande renascimento da nação chinesa."
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O grande salto em frente da China no século XXI
Os oitos estão alinhados. Está tudo pronto para o início dos Jogos. A China espera que a partir de hoje se fale apenas de desporto. Mas a política já é uma história antiga nos Olímpicos.
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A máquina chinesa de produção de campeões
Neste pavilhão, não têm mais de dez anos. Centenas de bolas espalhadas pelo chão não perturbam o treino de 18 miúdos. Um ou outro deste grupo pode ter um futuro desportivo brilhante. E são constantemente lembrados disso. "Os futuros campeões do mundo vêm daqui", lê-se numa parede da enorme sala do ténis de mesa, na cave da Escola de Desporto de Shichahai Pequim, um dos 221 centros de treino de alto rendimento da China.
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Atentado na China justifica segurança mas não elimina risco de "pesadelo olímpico"
As autoridades chinesas acusaram os autores do atentado de segunda-feira na província de Xinjiang (Noroeste), em que foram mortos 16 polícias chineses, de "tentarem lançar uma guerra psicológica e violenta contra os Jogos Olímpicos". Denunciaram a presença de "terroristas estrangeiros", alegadamente islamistas.
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China já corre para a liderança da economia mundial
Já há quem aposte que a China vai ser o país a conquistar mais medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, retirando o primeiro lugar no pódio aos tradicionais vencedores Estados Unidos. Mas mais seguro é arriscar o dinheiro na possibilidade de, em menos de duas décadas, a economia chinesa ultrapassar a norte-americana como a maior potência mundial.
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Maior edifício do mundo é na China
Apertem os cintos e preparem-se para a aterragem. O novo terminal 3 do aeroporto de Pequim serve para nos deixar em estado de choque, num deslumbramento paralisante. Pelo menos é o que diz quem já viu. Como tantas coisas que acontecem na China, o terminal, que foi inaugurado hoje às 8h horas (zero horas em Lisboa) exibe proporções de Guiness. Será o edifício maior do mundo, com os seus 99 hectares. Ou para se ter uma ideia mais concreta: cabem lá 170 estádios de futebol. Ou ainda de outra forma: é 17 por cento maior do que os cinco terminais de Heathrow (o aeroporto mais movimentado do mundo) juntos. A BBC online resumia: "é mais um país pequeno do que um terminal de aeroporto".
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Chineses celebram o ano da renovação
O fogo de artifício libertará os demónios. Os envelopes de papel vermelho com algum dinheiro dentro trarão a boa fortuna. O Ano Novo Lunar chinês começa hoje, sob o signo do Rato. A passagem de ano quer-se recheada, com comida e família à mesa. Milhões de pessoas gozam férias, as únicas que terão durante o ano inteiro. E mandam sms, aos milhares de milhões.
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| AMBIENTE |
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Trinta mil armas apontadas ao céu para ter bom tempo
Há mais de 30 mil chineses de armas prontas a atirar ao céu, canhões de defesa antiaérea carregados com cartuchos de iodeto de prata que têm as nuvens prometedoras de chuva como alvos. O objectivo não é declarar guerra ao céu, mas sim tentar afastar as chuvadas que poderão ensopar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.
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O smog voltou a aparecer em Pequim e preocupa os médicos portugueses
Nada como ver para crer. O manto de poluição está longe de ser um problema resolvido em Pequim e, depois de um dia de sol, a perturbadora névoa reapareceu em força. O trânsito era ontem fluido e só circulavam os veículos com matrículas pares, a velocidade na estrada era moderada, as chaminés das fábricas não deitavam fumo, mas o cenário era pouco animador, a quatro dias da abertura dos Jogos Olímpicos deste ano. O Ninho de Pássaro (Estádio Nacional) só era visível a poucos metros de distância.
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O sol brilhou em Pequim e os atletas podem ficar tranquilos
Joaquim Videira, o atirador português candidato ao pódio olímpico, mostrou-se ontem despreocupado com os níveis de poluição no palco dos Jogos Olímpicos - mas para aqueles que se preocupam (e neste lote entra a considerável maioria dos atletas que participam em provas ao ar livre) fica aqui a melhor das notícias: o sol já brilha em Pequim.
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Plano de emergência preparado para reduzir poluição
Retirar ainda mais carros das ruas de Pequim e fechar mais 220 fábricas nas províncias vizinhas são as medidas que as autoridades chinesas vão colocar em prática, se a qualidade do ar não melhorar nas próximas 48 horas devido "às condições meteorológicas extremamente desfavoráveis", anunciou ontem o Ministério da Protecção Ambiental da China.
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O smog ainda é um problema na capital a 12 dias do início dos jogos
As autoridades chinesas mandaram interromper a produção de algumas fábricas, impuseram a circulação alternada de automóveis em Pequim e ordenaram a paragem de obras na capital. Tudo para reduzir os índices de poluição em Pequim e evitar que esta manche a organização dos Jogos Olímpicos.
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Pequim estabelece novos horários e restrições
As autoridades chinesas estão empenhadas em diminuir a poluição em Pequim e ontem anunciaram uma medida que vai obrigar as empresas a aplicarem um escalonamento ou redução dos horários de trabalho já a partir da próxima semana para diminuir o tráfego. As empresas estatais receberam ordens para reduzir o horário de trabalho das 9h às 17h, começando uma hora mais tarde do que é habitual e encerrando uma hora mais cedo. As instituições públicas passam a funcionar entre as 9h30 e as 17h30. Só o Partido Comunista, as entidades administrativas estatais, as escolas e os serviços ficam isentos do horário olímpico.
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O que pensam os atletas
Coma uma laranja. Use uma máscara facial. Treine noutro lugar qualquer e vá para lá o mais tarde possível para competir. Estas são algumas das estratégias sugeridas pelos atletas olímpicos que tencionam competir em Pequim, onde uma espessa nuvem de fumos e nevoeiro costuma cobrir uma das cidades mais poluídas do mundo.
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Pequim declarou guerra à poluição, mas smog persiste
A poluição não será um problema aquando dos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto, voltaram ontem a dizer as autoridades, a um mês do evento. Mas o ar continua coberto de um persistente nevoeiro, carregado de poluição - que a televisão BBC até mediu em directo, com um aparelho portátil.
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Pequim quer céu azul nos Jogos Olímpicos
Já se sabe que não vai chover no dia da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, no estádio de 91 mil lugares, sem cobertura. Não porque se consiga prever, mas porque os chineses assim o querem. Segundo o Instituto de Pequim para a Alteração do Clima, existem 50 por cento de probabilidades de chover a 8 de Agosto, dia do arranque das provas olímpicas, em plena estação das chuvas no Norte da Ásia. Já que não podem evitar que os Jogos Olímpicos se realizem nesta época (de 8 a 24 de Agosto), as autoridades chinesas incumbiram uma vasta equipa de cientistas de aperfeiçoar as técnicas para dispersar as nuvens ou antecipar a chuva. Por exemplo, para fazer com que chova apenas de noite. Mas estas fórmulas apenas conseguem produzir efeito numa área reduzida e com aguaceiros. Se cair água a potes, admitem, não há mesmo nada a fazer.
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| O 'TOP' DE PEQUIM |
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Grande Muralha da China
Mais do que um monumento, a Grande Muralha da China é o testemunho de uma utopia. Ao longo de quase 2000 anos, imperadores de várias dinastias acreditaram que a construção de uma barreira defensiva gigantesca seria capaz de acabar com as invasões dos povos nómadas da Ásia Central ou as tribos aguerridas do Leste, pondo assim um ponto final na História.
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Cidade Proibida
A partir do momento em que pomos um pé lá dentro já não conseguimos voltar. O século XXI fica para trás, o que conhecemos do mundo tal como ele é também. Aqueles 720.000 metros quadrados são de outra era, de outra natureza. Da matéria de que são feitos os sonhos.
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Templo do Céu
Por alguma razão o rótulo de Património da Humanidade lhe foi parar às mãos em 1998. Com esta distinção, a UNESCO fez uma parte significativa desse trabalho de atracção de visitantes a que se chama estratégia turística. O resto - e aqui o resto é quase tudo - é assegurado pelo potencial intrínseco do local, pela história que esconde.
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Praça de Tiananmen
Antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos, Tiananmen será sempre Tiananmen e enquanto assim for Pequim poderá sempre ser Pequim. Não há volta a dar, por mais voltas que se dê: a praça que salpicou o mundo de sangue no dia 4 de Junho de 1989 é um dos ex-libris da capital.
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| OPINIÃO |
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Pode ter sido a tipografia
É naturalmente possível olhar e reflectir sobre a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos enquanto ritual contemporâneo nascido com a História do Homem, tipo de concelebração onde espectáculo e multifacetadas liturgias se cruzam para celebrarem, e simultaneamente procurarem consolidar, o universo em que se desenrolam. Inevitavelmente reflectindo e revelando os padrões ideológicos, políticos, estéticos em que se enquadram.
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Com delicadeza e sem dragões
A China anunciara que a cerimónia de abertura dos Jogos de Pequim seria a mais imponente jamais realizada, a perfeita representação do lema olímpico "Citius - Altius - Fortius" (mais rápido, mais alto, mais forte), confiante que o deslumbramento faria calar todas as críticas que se ouviram desde que Pequim foi designada como cidade organizadora.
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Opinião: Jogar pelos direitos humanos
A escolha de Pequim para organizar e ser anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2008 foi acompanhada por promessas do Governo chinês de fazer progressos visíveis no que toca aos direitos humanos. Entendemo-las como uma condição cujo cumprimento seria exigido pelo Comité Olímpico Internacional. Era assim que os Jogos deste ano poderiam contribuir para uma maior abertura e respeito pelos padrões internacionais de direitos humanos e liberdade no país anfitrião.
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Editorial: é tempo de dar uma nova atenção à China
Este jornal chega às suas mãos impresso em papel. Os chineses foram os primeiros a utilizá-lo, muitos séculos antes dos europeus. Está impresso com letras que se arrumam de forma diferenciada conforme as palavras que formam. Costumamos dizer que foi Gutemberg o inventor da imprensa de caracteres móveis que revolucionou a comunicação: é verdade para o Ocidente, é falso se considerarmos que essa tecnologia já era utilizada na China havia muito tempo, quando ele imprimiu a sua primeira Bíblia.
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O papel mágico com caracteres chineses
Quarenta e oito horas em Pequim são suficientes para se perceber quão valioso é ter um certo e determinado papel no bolso. Não falamos da nota especial de dez yuans (cerca de um euro) com a foto do Estádio Olímpico (o "Ninho de Pássaro") no lugar em que habitualmente aparece a cara de Mao Tsé-Tung. É algo mais valioso do que esta edição limitada de seis milhões de notas.
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Mais uma tentativa de dizer: "Não percam!"
Se as pessoas soubessem como isto é…” De tantas vezes ouvir o desabafo, já o interiorizei como sendo da minha autoria. Não é, não pode ser – já há Jogos Olímpicos há mais de um século e eu sou um recém-chegado a essa realidade fulminante que é estar, durante duas ou três semanas, no centro do mundo.
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O regresso da China
Amanhã, em Pequim, começam os primeiros Jogos Olímpicos de Verão realizados na China.
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Ganhar quinze medalhas nos Jogos Olímpicos de 2012
Francisco Lázaro, o maratonista que protagonizou a primeira morte nos Jogos Olímpicos da era moderna, porque se untou com sebo, provocando a sua morte no decorrer da prova, é o paradigma dos limites históricos da participação olímpica portuguesa.
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Os dilemas da China meio século depois do salto em falso de 58
Foi há meio século, também no mês de Agosto. Chamaram-lhe O Grande Salto em Frente e era mais uma campanha gigantesca, maciça, brutal, dessa vez para tornar a China (que ia no nono ano de vida como regime comunista) uma potência económica.
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