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Manoel de Oliveira - 100 anos
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Criado sexta-feira, 14 de Novembro de 2008 |
Última actualização quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009 |
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Primeiro-ministro e Presidente da República enviam mensagens a centenário
Por Lusa, PÚBLICO
11.12.2008
O primeiro-ministro saudou o realizador Manoel de Oliveira, que hoje comemora 100 anos, sublinhando em nome do Governo o "orgulho" de "todos os portugueses" pelo "extraordinário" contributo da sua obra. Também o Presidente da República quis homenagear aquele que considera “um dos maiores cineastas do século XX” – palavras que deixaram o centenário “sensibilizado e emocionado”.
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Críticos internacionais e um realizador português falam daquele que dizem ser um dos maiores cinestas do mundo
Por Kathleen Gomes
11.12.2008
Estamos habituados à frase “Manoel de Oliveira é um dos maiores cineastas do mundo”, não estamos habituados à frase “Manoel de Oliveira é o maior cineasta do mundo”. O autor é francês – se calhar, só a crítica francesa, decisiva no processo de reconhecimento de Oliveira, teria autoridade suficiente para afirmar uma coisa aparentemente tão audaz. E ela não é de agora, quando, apesar de tudo, seria mais fácil proclamá-lo – cem anos são cem anos, a vénia é recomendável.
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Convidado
11.12.2008
Na arte do cinematógrafo, que conta apenas 113 anos, Manoel de Oliveira é o primeiro criador a celebrar 100 anos, em actividade. Uma actividade iniciada em 1929, há quase 80 anos, tinha Manoel de Oliveira apenas 20. Foi nesse ano que começou a rodar Douro, Faina Fluvial apresentado publicamente, em versão muda, a 21 de Setembro de 1931, no mesmo dia em que morreu o nosso primeiro cineasta - Aurélio da Paz dos Reis - e na mesma sala onde, muitos anos mais tarde, a então chamada Cinemateca Nacional efectuou as suas primeiras sessões.
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Elas
Por Sérgio C. Andrade
11.12.2008
Três mulheres de preto juntam-se para falarem das personagens que fizeram para o cinema de Manoel de Oliveira. Por que é que, sem qualquer combinação prévia, decidiram vestir-se todas da mesma cor? Todas acham a pergunta-conjectura mais atrevida do que as respostas que têm para dar.
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| ENTREVISTA |
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De génio e de louco
Vinte, 21 ou 22, aventuras para contar. Cada filme, sua aventura. Um homem é quem é, mais a sua circunstância. Este foi a circunstância de Manoel de Oliveira. Paulo Branco era um jovem de 30 anos quando tudo começou…
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Ninguém tem medo da morte. É a entrada para o absoluto
O desafio foi estabelecido à partida: uma entrevista a Manoel de Oliveira em que não lhe seriam feitas perguntas sobre os seus filmes nem sobre cinema, temas por de mais glosados nas suas conversas com os jornalistas. Seria uma conversa "sem rede", nem outro programa que não fosse inquirir o realizador nascido no Porto faz no próximo dia 11 de Dezembro 100 anos sobre como ele vive e convive com as questões do nosso tempo. Mas também fazê-lo recuperar memórias da sua biografia mais afectiva e mais longínqua: a família, os amigos, as corridas de automóveis, os tempos difíceis dos longos anos em que esteve sem poder filmar, as viagens...
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O meu Oliveira favorito
Não há filmes repetidos. E cada um dos nossos convidados explica, à sua maneira, por que é que não há chaves infalíveis que desvendem a linguagem do cineasta. Cinco títulos de uma obra que percorre dois terços da História do cinema.
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