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Depressão Pós-parto
Criado quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2002
Última actualização sexta-feira, 15 de Março de 2002
 
EUA
15.03.2002
Andrea Yates, a norte-americana que admitiu ter afogado os seus cinco filhos, foi hoje condenada a prisão perpétua pelo tribunal de Houston, Texas, sem possibilidade de libertação antes de cumpridos 40 anos da sentença.
 
 
Crime ocorreu em Junho de 2000
Por Sofia Branco
20.02.2002
A 20 de Junho de 2000, Andrea Yates telefonou para a polícia, informando ter morto os seus cinco filhos. Quando os agentes chegaram a sua casa, situada num subúrbio de Houston, encontraram os cadáveres das cinco crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, afogadas até à morte na banheira da residência.
 
 
Psicose pós-parto afecta menos de um por cento das mães
Por Sofia Branco
20.02.2002
A legislação dos Estados Unidos aplicada aos casos de mães que matam os filhos difere das leis existentes noutros países ocidentais.
 
 
Por Ana Fonseca Pereira, Sofia Branco
22.02.2002
Dois psiquiatras e uma psicóloga explicaram ao PUBLICO.PT as características da depressão pós-parto, referiram os factores de risco e realçaram a importância do diagnóstico e da não confusão entre um comum "baby blues" e uma depressão mais grave.
 
 
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AUXILIAR
Andrea Yates condenada pela morte dos filhos
A mãe que afogou os cinco filhos na banheira da sua casa, em Junho do ano passado, em Houston, EUA, foi considerada culpada de todas as acusações. O júri demorou menos de quatro horas a indeferir a alegação de insanidade da Defesa. Andrea Yates saberá dentro de dias se vai ser condenada à morte ou se vai passar o resto da sua vida numa prisão.
Yates admite ter feito "uma má escolha"
Andrea Yates conta que, na altura do crime, pensava que estava a proteger as crianças do demónio. Actualmente a ser julgada e após meses de tratamento na ala psiquiátrica da prisão onde está detida, a americana considera ter feito "uma má escolha", num vídeo revelado pela defesa.
Russell Yates diz que Andrea era boa mãe
Russell Yates não se conseguiu controlar e chorou várias vezes no julgamento da mulher, Andrea Yate,s que em Junho do ano passado afogou os cinco filhos do casal. No seu testemunho, no Tribunal de Houston, o marido garantiu que Andrea Yates era uma mãe "maravilhosa" e afirmou que ela não deve ser condenada à morte, como é pedido pela acusação.
Psiquiatras garantem que Andrea Yates tem «grave doença mental»
Os psiquiatras que testemunharam ontem no julgamento de Andrea Yates, a mulher do Texas que no Verão passado afogou os seu cinco filhos e que sofria de depressão pós-parto, garantem que a mãe não estava no seu perfeito juízo quando cometeu os crimes.
Julgamento de mãe que afogou os cinco filhos já começou
O julgamento de Andrea Yates começou esta semana. A texana é acusada de ter afogado os cinco filhos no ano passado.
Depressão durante a gravidez mais comum do que depressão pós-parto
A depressão durante a gravidez é mais comum do que a depressão pós-parto, afirmam médicos britânicos numa investigação publicada no "British Medical Journal".
Os homens também ficam grávidos
"Homens grávidos" é uma expressão que a psicóloga Maria de Jesus Correia, do Gabinete de Apoio da Maternidade Alfredo da Costa, utiliza muito, para dizer que, geralmente, a sociedade "preocupa-se muito com a mulher e esquece-se do homem".
O medo de ser "responsável por uma coisa tão pequenina"
Carla tem 28 anos e é mãe da Beatriz. A gravidez fê-la sentir-se "preenchida, mas carente". Quando a filha nasceu, assaltou-a o medo de ser "responsável por uma coisa tão pequenina".
"Queria ser a mãe perfeita..."
A voz de Marta não engana. O nervosismo com que fala da experiência de ser mãe de um bebé muito exigente e da confusão que se instalou na sua vida nos quatro meses que durou a licença de parto é o espelho de uma depressão pós-parto ainda recente.
Perguntas e respostas sobre a depressão pós-parto
A seguir ao parto, em especial nas quatro semanas subsequentes, entre 40 a 60 por cento das mulheres são afectadas por uma perturbação emocional denominada "melancolia do parto", "baby blues" ou "blues da maternidade" que, por norma, dura apenas uns dias e consiste num estado de tristeza e choro frequente.