|
Em entrevista à edição de hoje do PÚBLICO, Carmona Rodrigues avançou que existem duas possibilidades para a entrada do TGV em Lisboa: "uma é sair de Lisboa para o norte e fazer uma travessia do Tejo mais barata em Vila Franca ou Alverca e descer depois para Évora; a outra é uma nova ponte Chelas-Barreiro que no início será apenas ferroviária, mas que daquia a 30 anos possa ser também rodoviária".
A obra, que irá custar "cerca de 300 milhões de euros", foi novamente confirmada pelo ministro no final da 19ª cimeira luso-espanhola, que decorreu na Figueira da Foz, na qual ficou acertado entre o Governo de Portugal e Espanha o traçado e a calendarização das quatro linhas de Transportes de Alta Velocidade (TAV).
No encontro ficou decidida a construção de quatro corredores, que irão ligar Porto-Vigo, Aveiro-Salamanca, Lisboa-Madrid e Faro-Huelva. O desenvolvimento temporal das referidas conexões será feito de forma faseada, seguindo um calendário estabelecido: 2010 para a ligação Lisboa-Madrid, 2009 para a ligação Porto-Vigo, 2015 para o corredor Aveiro-Salamanca, sendo que o traçado Faro-Huelva será planeado em função dos resultados dos estudos a desenvolver, por forma a que esteja concluída antes de 2018.
No que respeita aos traçados Lisboa-Madrid e Porto-Madrid, ficou decidido que o percurso não demorar mais do que 02h45 horas.
|