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Sócrates falava ontem num jantar com apoiantes que reuniu cerca de duas mil pessoas na Covilhã, cidade onde iniciou a sua carreira política.
Para José Sócrates, Bagão Félix "confirmou esta semana que a política económica dos últimos dois anos vai ser paga pelos suspeitos do costume: os trabalhadores por contra de outrem, a classe média portuguesa". "Este é o maior ataque fiscal à classe média portuguesa e o PS vai-se opor a estas medidas porque são injustas", realçou José Sócrates.
O candidato prometeu um Partido Socialista "que não seja apenas uma oposição, mas também uma solução alternativa para os problemas do país" e comentou que a possibilidade de cobrança de portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT), como é o caso da A23, que serve a Covilhã, é um erro porque, neste caso, a A23 "não tem um verdadeiro perfil de auto-estrada" e que "não há alternativas" àquela via.
Sócrates rematou as críticas à coligação PSD-PP com o atraso na colocação de professores nas escolas, que considera ser "a maior prova de incompetência do actual governo, num sector absolutamente fundamental para o desenvolvimento do país". O socialista disse que o primeiro-ministro "precisa de dar uma explicação ao país sobre como tamanho escândalo acontece", porque a situação "é um grande desrespeito para com as famílias portuguesas", concluiu.
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