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Eleições EUA 2008
Criado quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
Última actualização terça-feira, 11 de Novembro de 2008
 
Jason Reed/ Reuteurs (arquivo)
Obama reduz cada vez mais a distância que o separa de Hillary Clinton

Obama conta com 1082 deputados eleitos contra os 1104 conseguidos por Hillary
Eleições EUA: Obama vence no Maine e Hillary troca de directora de campanha
Por PÚBLICO
11.02.2008
Depois da vitória em Luisiana, Nebrasca e Washington, no sábado, Barack Obama repetiu o feito nas eleições no Estado do Maine, realizadas ontem. Com este resultado Obama, com 1082 delegados eleitos, está cada vez mais próximo de Hillary Clinton que conta com 1104 delegados.
 

No Maine, Obama conseguiu 59,5 por cento dos votos, contra os 39,9 por cento de Hillary, reduzindo ainda mais a distância para uma possível eleição para a Casa Branca. Dos 24 delegados em disputa, 15 foram para Obama e os nove restantes para Hillary

Ainda antes de apurados os resultados no Maine, Hillary informou que a sua directora de campanha, Patti Solis Doyle, foi substituída por Maggie Williams, que trabalhou como sua ex-chefe de gabinete durante os anos de Bill Clinton na Casa Branca. Sem avançar as razões para a substituição, Hillary afirma que “Pattis Solis Doyle realizou um trabalho extraordinário”, no entanto, diz estar feliz por ter Maggie na sua equipa, “sei que ela vai liderar a nossa campanha com a habilidade necessária para nos levar à nomeação”, acrescenta.

O porta-voz de Hillary, Doug Hattaway, justifica a substituição afirmando que “esta é a mais longa campanha de primárias da história. Era apropriado fazer uma mudança”.

Aparentemente, foram os resultados de sábado nos estados de Louisiana, Nebraska e Washington que levaram Hillary a trocar de directora de campanha. Segundo o jornal “The New York Times”, depois de ter sido apontada como a provável vencedora no Maine, a derrota numa série de primárias levou a uma nova organização na base da campanha.

As votações que se seguem decorrerão amanhã nos estados de Virgínia e Maryland e no dia 4 de Março no Ohio e Texas. Obama é apontado como favorido na Virgínia e Hillary Clinton é tida como a mais forte no Ohio. Para conseguirem a nomeação, Hillary e Obama precisam de 2025 delegados. Se o “número mágico” não for alcançado por nenhum dos dois, a decisão ficará para a Convenção Nacional do partido, marcada para Agosto, em Denver.


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QUEM É QUEM
Barack Obama: "Há qualquer coisa de espiritual nele"
Teve que viajar de Chicago até uma aldeia queniana junto das margens do Lago Vitória para se encontrar. A vida de Barack Obama, o candidato democrata à Casa Branca, dava um livro. Ele já o escreveu. Aos 33 anos.
Os principais candidatos republicanos e democratas
A nomeação do candidato de cada um dos dois partidos está a ser tão disputada como a própria eleição presidencial



REPORTAGEM - RITA SIZA NOS EUA
Reportagem: O destino da América na ponta dos dedos
Eram 19h30 de segunda-feira quando Tom Krieglstein chegou ao Grant Park de Chicago, o bilhete para entrar no último comício da campanha presidencial de Barack Obama, acabadinho de imprimir. “Olhei para todo o lado, fui perguntar a um polícia onde começava a fila para entrar. Não havia, eu era o primeiro!”, informa.
Robocall, o telefonema que diz para ter cuidado com Obama
A campanha do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama - e alguns dirigentes republicanos -, protestou contra uma série de chamadas telefónicas automáticas (robocalls) em nome de John McCain, acusando o seu opositor de estar ligado a terroristas e não ser firme na defesa da segurança nacional.
"De repente vimo-nos na posição de poder decidir tudo"
Namoro ao voto dos hispânicos no Texas faz-se com serenatas
Nova Iorque terá sempre Hillary, quer ela ganhe quer perca
"Se não puder ser Rudy, que seja McCain"
A raça é uma dessas coisas que afinal a América ainda não ultrapassou
Só um estado onde a religião não conta podia ter eleito um mórmon
"Estou a pedir com jeitinho"

OPINIÃO
Crónica de Rui Tavares: Um dia histórico
Não foi a demografia americana que mudou. Foi o eleitorado que mudou. Mudou porque o Partido Democrático finalmente encontrou um discurso que reverbera nesse eleitorado. Neste momento, Obama tem mais de 200 dos votos eleitorais garantidos com a Florida e com os estados do Pacífico ultrapassará os 270. Neste momento sabemos que Obama vai ganhar as eleições. Falta saber a dimensão da vitória no Senado e do voto sobre o casamento gay na Califórnia que é muito importante como barómetro cultural dos Estados Unidos.
Eu quase votei
Não sou cidadã dos Estados Unidos da América, mas, hoje, quase votei. Phillip Jackson, um agente educativo comunitário que conheci em Bronzeville, o coração negro de Chicago, convidou-me a acompanhar a sua ida às urnas, na secção de voto dos Lincoln Perry Apartments. Mas nunca pensei que passasse da porta ou, vá lá, da mesa de voto.
Editorial: O dia em que a América vai mudar
4 de Novembro de 2008. Como será esta data recordada no futuro? Poucas vezes tantos colocaram tamanhas expectativas numas eleições. Mesmo numas eleições nos Estados Unidos da América, o mais rico e o mais poderoso país do mundo nos dias que vivemos. Apesar de mal termos entrado no século XXI, a escolha eleitoral para a sucessão de George W. Bush já foi até crismada de "eleição do século".
A governadora sobrevive e dá a volta ao texto, mas o senador também tem um lado humano
Quando deixou o palco da Universidade de Washington, em St. Louis, onde decorreu o debate entre os dois concorrentes à vice-presidência dos EUA, Sarah Palin, podia gabar-se de ter feito exactamente o que a sua campanha lhe pedira: não cometer erros, falar para a classe média americana, entusiasmar as bases republicanas, atacar o candidato democrata Barack Obama.
Obama: o rei estrangeiro?, por Paulo Castro Seixas
Obama versus Hillary na política de defesa, por Loureiro dos Santos
Os planos de saúde de Barack e de Hillary, por António Correia de Campos
Obama ou a (im)possibilidade do sonho
O maior espectáculo do mundo, parte II
Iowa ou como tudo pode acontecer nas eleições americanas

ENTREVISTA
É quem tem o cargo que o faz, mas o poder do "vice" está a subir
Num café de Washington em que se serve "comida, arte e política", Jeremy Lott, autor do livro The Warm Buckett Brigade, sobre os vice-presidentes dos Estados Unidos, falou ao PÚBLICO sobre as eleições americanas. Lott, que escreve opinião ainda para jornais americanos e não só (é colaborador do britânico Guardian) assume-se como conservador, mas nestas eleições não vai votar republicano.
"Campanha de McCain não foi suficientemente negativa", diz analista de sondagens Robert Moran
Robert Moran é um "pollster" [especialista em sondagens] republicano, vice-presidente da empresa de sondagens Strategy One. Falando de sondagens e estratégias de campanha nestas eleições, que considera um referendo a Obama, Moran defende a eficácia da campanha negativa - que, em sua opinião, McCain devia ter usado mais.
Entrevista Michael O' Hanlon: Obama ainda pode perder por causa do Iraque
Os jornalistas gostam mais de Obama
Peverill Squire: "os estados do Iowa e New Hampshire têm sempre uma influência desproporcionada no desfecho da eleição"


REPORTAGEM
Reportagem: festejos em Harvard, onde Obama estudou Direito
Juntaram-se na estação de metro da Universidade de Harvard, a mesma onde Barack Obama estudou direito, a agitar a bandeira dos Estados Unidos. Aos poucos, ia chegando mais gente e não tardou a que se entoassem cânticos e slogans. “Yes, we can!”, “Yes, we can”, as mesmas palavras que tinham ouvido minutos antes no discurso de vitória de Barack Obama.
Reportagem: Republicanos tristes mas conformados
Havia algo de conformado na festa da candidatura de John McCain na noite eleitoral. “Reconhecer a derrota? Já?”, questionava uma apoiante de McCain que acabava de chegar ao Blitmore Hotel. Não parecia assim tão chocada ou desolada. “Não vou perder a cabeça se o meu candidato não ganhar. Mas reconhecer a derrota já?”
Hard Rock Lisboa: em noite de festa, Obama e McCain ficam para a sobremesa
Dez horas da noite. A fila à entrada do Hard Rock Lisboa prolonga-se rua abaixo e a noite parece animada. Embaixadores de vários países, diplomatas, algumas figuras públicas e muitos desconhecidos. Lá dentro, a decoração honra a data e as bandeirinhas dos Estados Unidos misturam-se com as guitarras e discos de platina dos vários artistas. Circulam as asas de frango, os nachos e "onion rings" pelo meio de uma massa compacta de gente que, de olhos postos na emissão da CNN no ecrã gigante, aproveita para pôr a conversa em dia enquanto não chegam as novidades.
Reportagem: Muito entusiasmo e algum receio no bairro negro de Chicago
"It's time for a change" – é tempo de mudança. Os cidadãos comuns de Bronzeville, o bairro negro de Chicago, resumem assim o seu entusiasmo, comedido e de poucas palavras, não vá o diabo tecê-las, face aos resultados eleitorais que se avizinham, que, acreditam, serão favoráveis ao candidato democrata, Barack Obama.
Reportagem: Tudo a postos no palco-Obama
Circulando mesmo junto ao gigantesco Lago Michigan, em direcção à baixa de Chicago e ao ninho de arranha-céus, o Grant Park aparece do lado direito. A primeira visão do local onde, provavelmente, o senador do Illinois Barack Obama passará a ser o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos da América é uma fila de casas-de-banho portáteis azuis, semelhantes às que se usam nas Queimas das Fitas universitárias.
Reportagem: No último comício, McCain preferiu jogar em casa
Uma pequena multidão esperava, ao frio do deserto, John McCain para o último comício de campanha ontem em Prescott, Arizona. Esperaram uma, duas, três horas. Gritaram e assobiaram sempre que lhes foi pedido. Quando John e Cindy McCain chegaram já passava da meia-noite e meia – muitas crianças já dormiam no colo da mãe ou do pai. Mas ninguém arredou pé.
Reportagem: 5,2 milhões de pessoas não têm direito a votar na maior democracia do mundo
Um rapaz negro, magro, um capuz cai-não-cai na cabeça, está encostado a um poste na cidade cinzenta de Wilkes-Barre, Pensilvânia, perto da estação de autocarros. Aceita falar com uma jornalista. William, chama-se ele, não revela o apelido - "ponha só M." - talvez porque dali a pouco estará a contar que cometeu um crime grave, o que não lhe permitirá exercer o direito de voto.
Reportagem: Os negros republicanos no momento do dilema
C.J. Jordan anda muito ocupada e acha que este é o melhor sinal de que a campanha do republicano John McCain está a conseguir fazer passar a sua mensagem à comunidade negra dos Estados Unidos. O seu trabalho como coordenadora para o grupo de republicanos afro-americanos parece bastante difícil - convencer um grupo que já é mais próximo dos democratas a não votar no primeiro negro que tem hipóteses de ser presidente.
Reportagem: Empresários votam McCain e assalariados preferem Obama no ‘little Portugal’ perto de Washington
Os empresários vão votar em John McCain, os trabalhadores por conta de outrem preferem Barack Obama. Era esta a divisão eleitoral entre os portugueses de Manassas, o “little Portugal” apenas a meia centena de quilómetros da capital política, Washington D.C., que se reuniram no fim-de-semana, como é hábito, no centro de convívio daquela localidade. Mas muitos ainda não tinham decidido sequer se iam votar.
As Mães Wal-Mart votam em Obama
Jamie Waugh leva os dois filhos no carrinho de compras. Não trabalha - "pelo menos, não fora de casa!", diz. "Não há assim tantos empregos que valham a pena." Acaba por vir ao Wal-Mart "vezes de mais". Jamie, de 24 anos, tem o marido no Iraque. "É duro", suspira, mas muda rapidamente de assunto, mexendo na pala do boné cor-de-rosa, para falar de política. Vai votar, e vai votar no candidato democrata: "Sou uma grande apoiante de Obama". Já o marido vai votar McCain. "Sei que ele já votou por correspondência... vamos neutralizar o voto um do outro", diz.
Axelrod, o homem que criou o slogan Yes We Can
Parece politicamente incorrecto, mas uma das primeiras coisas que salta à vista em David Axelrod é o seu aspecto. Não são só as fotos em que aparece com um blusão de cabedal, não é só o bigode. É também, como notou a revista Economist, um certo ar tristonho. Um ar tristonho que aparentemente é contraditório com a mensagem de optimismo e esperança - foi ele que cunhou o slogan Yes We Can, primeiro para outro político negro, depois para Barack Obama, que, diz-se, abraçou estas palavras com relutância.
Republicanos mostram o músculo e mudam para estratégia agressiva
A candidatura do republicano John McCain preparou uma "campanha agressiva" contra Barack Obama, avançando com uma série de anúncios negativos e uma nova linha de ataques que põem em causa o carácter e o patriotismo do senador democrata.
Eleições nos EUA: Duelo dos vice não mudou a campanha
O grande teste seriam os títulos dos jornais desta manhã: terá o debate vice-presidencial da madrugada de ontem sido tão importante que conseguiu ter efeitos para além do ciclo noticioso de 24 horas? Ou será que, depois dos rios de tinta gastos a antecipar mais um momento histórico na campanha eleitoral, a montanha pariu um rato?